terça-feira, 14 de setembro de 2010

Preferências do Consumidor

Depois de muito tempo, finalmente produzi um novo texto, desta vez sobre as Preferências do Consumidor. O estudo das Preferências do Consumidor, conciliada a outras teorias microeconômicas e à análise estatística (econometria), é de fundamental importância para a tomada de decisões de uma empresa, a exemplo de uma empresa de transporte coletivo que pretende aumentar a ciculação de seus ônibus.
O texto a seguir será uma breve e grotesca introdução na teoria do consumidor, baseado no livro de VARIAN, Hal R. - MICROECONOMIA. Este livro é texto base para varios cursos de microeconomia e fica como uma indicação para quem se interessa pelo assunto.

O estudo das preferencias do consumidor, conciliado com a restrição orçamentária do mesmo, nos serve de subsídio para entender as escolhas do consumidor. Uma vez que levamos em conta que os consumidores são racionais, e por isso escolhem as melhores coisas pelas quais podem pagar. De outra forma, escolhem os bens que preferem dada uma restrição orçamentária.


As preferências do consumidor podem ser expressas a partir de notações ou graficamente. A partir da análise desses recursos chegamos a conclusões importantes que nos ajudam a entender o comportamento dos consumidores. Essas conclusões podem ser chamadas de axiomas. Como segue:

Completa: Este pressuposto afirma que todas as cestas de bens podem ser comparadas, de forma que os consumidores possam escolher entre elas.

Reflexiva: Todas as cestas são tão boas como elas mesmas. Isso equivale a dizer que nenhum consumidor estaria disposto a pagar mais por umas cesta de bens X igual a cesta Y de menor preço.

Transitiva: O pressuposto da transitividade nos diz que se uma cesta x é preferível à cesta y, e que esta mesma cesta y é preferível à cesta z, a cesta x deve ser necessariamente preferível à cesta z. Isto ocorre pois ao dizer que uma cesta é preferível a outra, isto implica que esta cesta tem uma utilidade maior que a outra. Dessa forma, de acordo com o exemplo, seria impossível que z tivesse uma utilidade maior que a de x.

Tendo isso em mente podemos nos concentrar nas curvas de indiferença.

As curvas de indiferença são formadas pelos pontos em um plano onde diferentes combinações de quantidades de dois bens analisados geram a mesma utilidade para o consumidor. Assim o consumidor se torna indiferente quanto a essas cestas de bens, pois nenhuma delas pode maximizar a utilidade da compra.

De acordo com o pressuposto da transitividade, as curvas de indiferença jamais podem se cruzar, uma vez que existiria uma ponto no cruzamento onde as utilidades das duas curvas seria a mesma, caracterizando uma mesma curva.

É possível descrever exemplos do comportamento das curvas de indiferença apenas baseado no tipo dos bens avaliados. Os bens que são substitutos perfeitos por exemplo, descrevem curvas de indiferença retas com inclinação negativa. A inclinação da curva dependerá da Taxa Marginal de Substituição (TMS).

A Taxa Marginal de Substituição por sua vez, depende das características do consumidor. Caso um consumidor esteja disposto a trocar duas unidades do bem X2 por uma unidade do bem X1 a TMS será igual a -2.

Esta, além de medir a taxa de troca do bem X2 pelo bem X1, também é a inclinação da curva de indiferença. O sinal negativo indica que o processo de troca de bens dentro da mesma curva é inversamente proporcional, de forma que é preciso abrir mão de um bem para adquirir outro sem que a utilidade seja alterada.

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